De tempos em tempos, arrisco-me a compartilhar algumas observações e reflexões do meu, felizmente, rico dia a dia no acompanhamento e profissionalização das médias empresas familiares.
Nessas quase duas décadas, tem sido bastante comum presenciar estes(as) presidentes reclamando da dificuldade de fazer a estratégia acontecer e da falta de pessoas preparadas para que ele(a) possa efetivamente ter uma agenda estratégica.
Presencio “CEOs” absolutamente reféns da operação e sitiados em sua força de execução e capacidade de “apagar incêndios”.
Conforme a criatura vai se tornando maior que o criador(a), este problema se acentua, uma vez que muitas vezes a alta direção acaba lidando apenas com os problemas via sintomas, fazendo o “bypass” na média gestão despreparada e negligenciada.
Por que isso acontece?
Eu nunca acho que apenas um fator explica tudo. Arrisco dizer que, além da clara comunicação da estratégia e de uma metodologia de acompanhamento da execução, a falta de preparo da média gestão é um fator fundamental para este fenômeno.
É muito mais fácil apagar o incêndio do que preparar o time. Dá preguiça preparar o time. Ocorre que o preço é alto e muitas vezes aparece no check-up anual do número 1.
A média e muitas vezes “invisível” gestão é negligenciada de várias maneiras:
- Muitas vezes não enxergam o todo e tornam-se “tarefeiros” com pontos cegos organizacionais;
- Um(a) fundador(a) com alta capacidade de execução acaba criando equipes com “braços curtos” na execução;
- Uma diretoria que pensa sozinha e apenas delega tarefas acaba fomentando comodismo em pensar e propor novas soluções para problemas antigos;
- Por fim, não há um intencional plano de desenvolvimento de competências para os “camisas 5” do time.
É responsabilidade do(a) número 1, em parceria com o seu RH/DHO, ser o guardião(ã) da cultura, mas também preparar as competências que vão sustentar a estratégia, para que o(a) CEO ocupe de fato esta cadeira (agenda ambidestra de presente e futuro).
Para as ideias/projetos/visão/ambição saírem da cabeça da diretoria e chegarem na operação, é fundamental um “meio de campo” aculturado e preparado. Os “camisas 5” que carregam “essa bola”.
Que tal experimentar acreditar e investir com mais coragem e recursos no seu meio de campo?
Ao acreditar e investir com ousadia no desenvolvimento da média gestão, estamos desvendando não apenas o presente, mas moldando um futuro sólido para nossas organizações.
Te convido a refletir sobre esta provocação e a conhecer o PDG e demais soluções. Acione um de nossos gerentes para te ajudar a planejar o desenvolvimento destas competências na média gestão.
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Se preferir, agende uma conversa comigo para debatermos este assunto.
Até mais!
Fabio Guarnieri
CEO da LUMIT | Associado à FDC
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