Do papel ao digital: como o Estaleiro Juruá acelerou processos e fortaleceu sua gestão operacional

Como a transformação digital ajudou o Estaleiro Juruá a reduzir um processo de 2 dias para 5 minutos e a fortalecer sua gestão operacional

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Em muitas empresas, a operação funciona.

Os processos acontecem, os prazos são cumpridos e a empresa continua crescendo. Mas, à medida que a complexidade aumenta, também cresce a necessidade de integrar informações, ganhar velocidade de análise e ampliar a capacidade de decisão.

Nem sempre esse movimento aparece como um problema evidente. Em muitos casos, ele surge como uma oportunidade natural de evolução operacional.

Foi exatamente esse movimento que o Estaleiro Juruá, em Iranduba, decidiu estruturar dentro da sua operação.

A empresa iniciou uma jornada de transformação digital conduzida pelo Prof. Sandro Breval, da Fundação Dom Cabral, em parceria com a Lumit, com foco em ampliar integração, agilidade e inteligência na gestão de obras.

O resultado foi uma transformação importante em um processo crítico da operação, com impacto direto na velocidade da informação, na rastreabilidade dos dados, na redução do uso intensivo de papel e dos custos operacionais associados ao processo, além do fortalecimento da tomada de decisão.

O desafio: integrar processos e acelerar a gestão operacional

O Estaleiro Juruá atua em um ambiente de alta complexidade técnica e operacional.

Dentro dessa estrutura, existia um processo central para acompanhamento das obras: o RDO (Relatório Diário de Obra) e o apontamento de HH (Homem-Hora).

Como acontece em muitas empresas industriais e operacionais, o fluxo era sustentado por registros manuais, consolidação de informações e acompanhamento contínuo das equipes.

Na prática, o processo envolvia registros realizados diretamente no campo, consolidação posterior das informações por uma equipe dedicada e envio do relatório final à gestão para acompanhamento das obras.

Era um modelo estruturado, que sustentava a operação da empresa com responsabilidade e previsibilidade. Mas, à medida que a complexidade operacional crescia, também aumentava a necessidade de maior integração, velocidade e capacidade analítica das informações.

E esse é um movimento que vai além do Estaleiro Juruá.

Em muitas empresas, os desafios não surgem porque a operação deixou de funcionar. Surgem porque modelos construídos para um determinado estágio da empresa passam a exigir novos níveis de conectividade, agilidade e inteligência operacional à medida que o negócio evolui.

Foi nesse contexto que surgiu a decisão de acelerar a digitalização do processo.

 

Como a transformação digital foi aplicada à operação do Estaleiro Juruá 

A partir de uma construção conjunta entre o Estaleiro Juruá, a Lumit e a Fundação Dom Cabral, o objetivo ficou claro: transformar a digitalização em uma evolução estratégica da operação e não apenas em uma mudança tecnológica.

O trabalho conduzido pelo Prof. Sandro Breval começou pela definição de prioridades.

Entre diferentes possibilidades de transformação, o foco foi direcionado ao RDO e ao HH digital, justamente por serem processos com alto impacto operacional e potencial imediato de ganho em integração e velocidade de gestão.

A monitoria foi conduzida de forma estruturada, passando pelo diagnóstico do processo, priorização dos pontos críticos, implantação acompanhada e transferência de conhecimento para as equipes envolvidas.

Mais do que implementar uma solução, o trabalho buscou construir um novo modelo de operação orientado por informações mais integradas, acessíveis e conectadas em tempo real à tomada de decisão.

A implantação do RDO digital na operação

Um dos pontos de atenção da liderança estava na adaptação das equipes ao novo modelo.

Eu tinha um receio de como os encarregados iriam absorver essa informação.” — Déborah Camely, CEO do Estaleiro Juruá

A expectativa era de que a mudança exigisse um período maior de adaptação, pois a equipe de campo estava acostumada a uma operação historicamente baseada em registros manuais, porém incorporaram rapidamente o novo processo e participaram ativamente da transformação.

“Eles não foram reativos. Andaram junto com a gente.” — Déborah Camely

Esse é outro ponto que aparece com frequência em processos de transformação organizacional.

Muitas vezes, a maior barreira não está na operação em si, mas na percepção de complexidade da mudança antes dela acontecer.

Quando o processo faz sentido para quem executa, o engajamento tende a ser muito mais natural.

O que mudou na operação com o RDO digital

Com a implantação do RDO digital e do HH digital, o fluxo operacional passou por uma transformação importante.

O que antes dependia de registros em papel, consolidação manual das informações e posterior envio à gestão passou a funcionar de forma integrada e digital.

Hoje, os apontamentos são realizados diretamente na obra, junto aos encarregados e supervisores, com validação das informações e evidências fotográficas registradas no próprio sistema.

A partir daí, os dados seguem automaticamente para os gestores dos projetos, permitindo uma consolidação muito mais rápida das informações e ampliando a capacidade de análise e tomada de decisão ao longo da operação.

Mais do que acelerar o processo, a mudança fortaleceu a rastreabilidade, a integração entre áreas e a assertividade das informações utilizadas pela empresa.

Os resultados da transformação digital na operação

Os resultados operacionais foram relevantes.

Um processo que antes demandava grande esforço manual de consolidação e levava até dois dias passou a ser realizado em aproximadamente cinco minutos, dentro de um sistema totalmente digital e integrado.

A mudança reduziu a dependência operacional do processo, ampliou a velocidade de acesso às informações e fortaleceu a tomada de decisão em diferentes áreas da empresa.

O impacto passou a ser percebido não apenas na operação, mas também em áreas como comercial, controladoria, financeiro e gestão de projetos, que passaram a trabalhar com informações mais integradas e assertivas.

“Quando eu falo que a gente saiu de 36 pessoas e de dois dias para cinco minutos, isso é um impacto direto. Mas a gente tem que falar do impacto indireto: a análise posterior desses dados. Você começa a analisar dados em menos de uma hora.” Déborah Camely, CEO do Estaleiro Juruá

O ganho de eficiência foi importante. Mas o fortalecimento da inteligência operacional e da capacidade analítica foi o que ampliou o impacto da transformação ao longo da empresa.

O que empresas industriais podem aprender com esse case

Esse case não fala sobre uma empresa que precisava corrigir sua operação.

Fala sobre uma empresa sólida, estruturada e reconhecida em seu segmento, que decidiu evoluir processos importantes antes que a complexidade operacional se tornasse um limitador do crescimento.

Esse movimento vem se tornando cada vez mais comum em diferentes setores.

À medida que as operações crescem, aumenta também a necessidade de integrar informações, reduzir dependências manuais e ampliar a velocidade de análise para apoiar decisões mais assertivas.

Em muitos casos, o desafio não está na ausência de dados. Está na fragmentação das informações entre diferentes processos, sistemas e áreas da empresa, dificultando a consolidação e a velocidade da gestão.

É nesse contexto que transformação digital deixa de estar associada apenas à tecnologia e passa a ocupar um papel mais estratégico dentro da operação. 

3 aprendizados sobre transformação digital e gestão operacional

1. Transformação digital começa pela prioridade certa

Os maiores ganhos normalmente não estão no processo mais moderno, mas no processo mais relevante para a operação.

2. Crescimento exige novos níveis de integração

Modelos que funcionam bem em determinado estágio da empresa podem precisar evoluir à medida que a complexidade operacional aumenta.

3. Dados só geram valor quando fortalecem decisões

Mais do que coletar informações, empresas precisam transformar dados em capacidade real de análise, previsibilidade e ação.

Por que operações mais integradas se tornaram prioridade estratégica

À medida que as empresas crescem, cresce também a necessidade de operações mais integradas, rápidas e inteligentes.

A questão deixa de ser apenas eficiência e passa a ser capacidade de evolução.

Porque, em mercados cada vez mais complexos, decisões sustentadas por informações dispersas ou lentas tendem a reduzir produtividade, previsibilidade e velocidade estratégica.

A Lumit atua ao lado de empresas que já cresceram, mas entendem que crescimento sustentável exige evolução contínua da gestão.

Mais do que implementar soluções isoladas, o trabalho está em estruturar a forma como a empresa enxerga, prioriza e desenvolve seus desafios organizacionais.

É o que chamamos de Curadoria Organizacional: um processo contínuo de leitura do negócio, definição de prioridades e conexão com as alavancas mais adequadas de transformação, no ritmo e na profundidade que cada empresa precisa.

Se esse contexto faz sentido para o momento da sua empresa, talvez o próximo passo não seja buscar mais ferramentas. Seja entender, com mais clareza, quais processos precisam evoluir para sustentar o próximo ciclo de crescimento.

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